domingo, 25 de julho de 2010

Não mudar..

Dizia Erasmo de Rotterdan
Que o pai da loucura é Platão
A mãe dela é a juventude
E dizem que teve um irmão
Que batizou enstusiasmo
E mora no Maracanã
Passeia em casais abraçados
E dorme no colo de Yansã
A natureza não precisa de arte
O amor não precisa do poeta
Às vezes, é o porto que parte
E é o alvo que procura a seta
Talvez seja filosofia
Talvez seja falta de assunto
Mas não há quem dirá (quem diria)
A verdade só, só junto
Que junto a verdade aparece
E ser só metade é ser só
E só quem amou sabe disso
Gigante olha a pedra e vê pó.

Mudar dói,não mudar dói muito.


Não pense que o mundo acaba
Ali onde a vista alcança
Quem não ouve a melodia
Acha maluco quem dança
Se você já me explicou
Agora muda de assunto
Hoje eu sei que mudar dói
Mas não mudar dói muito

sábado, 24 de julho de 2010

sad nostalgia.


Difícil é conseguir andar pra frente quando você perde o motivo pelo qual caminha...
Difícil olhar para trás e saber que o tempo não retorna...
Difícil não entender e tentar explicar...
Difícil é perder e não poder chorar...
Difícil é saber e não querer acreditar...
Saudade é Unica Dor Que Não Cura

Mémorias boas não se vão..



numa mesa de bar .

O passeio da boa vista



Um dia na chuva outro no sol
O passeio da boa vista nunca aconteceu
Ouço apenas o ruído do silêncio
E não sei o que dizer
Apenas sei chorar

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Lume de estrelas.



Toda vez que eu volto
Tô partindo
E no sentido exato
É por saudade
Ah! coração taí a festa
E nós
Por aí vai
Nossa colorida idade

.


'Eu menti. Me chamo Amélia. Mas poderiam me chamar Angélica, ou Maria, ou Joaquina, ou Antônia, ou até mesmo Zoraide, o nome não importa. E se José fosse o nome escolhido, será que ainda assim não importaria? De que adianta pensar nisso agora? Já me peguei com essa pergunta atravessada inúmeras vezes, mas a resposta tem sido sempre a mesma (para saber como seria se me chamasse Maria, só me chamando Maria) e isso me irrita. Não me servem de nada as divagações porque vivo presa num fato que é irrefutável: Amélia. Quando me chamam de Amélia, meu corpo responde automaticamente, identifica o som que é ligado pelo meu cérebro instantaneamente à imagem: eu. O fato de me chamarem Amélia me define. A idéia do definitivo me assusta. Responder por Amélia significa agir como tal.''

terça-feira, 20 de julho de 2010

"Voe por todo o mar"


Os dias andam atropelando a minha vida. Tudo acontece tão rápido, que nem bem me refaço de um determinado fato e já começo a sentir as expectativas de uma nova avalanche de novidades. Confesso que ando me sentindo meio dopada. Como se não fosse mais capaz de sentir dor. Me sinto carregando as angústias do mundo inteiro em um paradoxo inexplicável. Como se as minhas angústias já não se apresentasse em quantidade excedente. Sei que os meus maus não são maiores que os de ninguém e que os meus medos também não são piores. Mas tenho consciência de que ando levando comigo um coração abatido e um olhar angustiado. Busco, cada vez mais, um recolhimento que às vezes nem eu mesma entendo. Sinto necessidade em estar só, em digerir demoradamente o que me aflige. Ganho noites insones e um silêncio constante que só potencializa mais e mais a minha estreiteza. Pesadelos me afligem e sinto que ando tomando de um veneno servido por mim mesma. Transportando as aflições para um mundo que deveria ser de ilusões e sem sentidos. Preciso desesperadamente de sonhos singelos e utopias baratas. Preciso conseguir fechar os olhos e acreditar que as coisas vão melhorar. Descansar dessa vida desvairada que teima em expor os tapetes sendo puxados e os sorrisos falsos de pessoas dissimuladas. Quero o sono dos justos. As ilusões transitórias e as mentiras sinceras.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Alguém me disse


Alguém me disse que tu andas novamente
De novo amor, nova paixão, todo contente
Conheço bem tuas promessas
Outras ouvi iguais a essa
Esse teu jeito de enganar conheço bem
Pouco me importa que tu beijes tantas vezes
E que tu mudes de paixão todos os meses
Se vais beijar como eu bem sei
Fazer sonhar como eu sonhei
Mas sem ter nunca amor igual ao que eu te dei.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

yeh!


Vou começar a estudar de novo.
Graças a deus!!!

Ficar sem estudar nunca foi tão ruim..

terça-feira, 6 de julho de 2010

Sou uma criança e não entendo nada.


Antigamente quando eu me excedia
Ou fazia alguma coisa errada
Naturalmente minha mãe dizia:

"Ela é uma criança, não entende nada"...
Por dentro eu ria
Satisfeita e muda
Eu era uma menina
E entendia tudo...

Hoje só com meus problemas
Rezo muito, mas eu não me iludo
Sempre me dizem quando fico séria:
"Ela é uma menina que entende tudo"...
Por dentro com
A alma tarantada
Sou uma criança
Não entendo nada..

Só.


Vontade de ser sozinho
Sem grilo do que passou
A taça do mesmo vinho
Sem brinde mas por favor
Não é que eu não tenha amigos, não
Não é que eu não dê valor
Mas hoje é preciso a solidão
Em nome do que acabou

O mesmo coração




Não, diversas vezes não
Não há porque negar
Não uso da razão
Na hora de cantar
E é mesmo o coração quem rege o meu compasso

Não, não sou tão racional
Como era de esperar
E a lúcida palavra que eu ia dizer
Transforma-se num sopro em pura intuição
E por qualquer razão
Eu fico a mercê
P'ra onde dessa vez, meu coração vai me levar

"Meu coração não se cansa
De ter esperança
De um dia ser tudo o que quer
Meu coração de criança
Não é só a lembrança de um vulto feliz de mulher"

Cantando um verso ou não
É por assim dizer
A musa da canção
Que eu nunca vou fazer
É o sopro da emoção
Das que eu sempre fiz
Não, diversas vezes, não
Não há porque negar
Não uso da razão
Na hora de cantar

E o jogo da emoção parece estar assim
Por mais inconsciência que possa parecer
Minha idade da razão
Hoje parece estar no fim

"meu coração vagabundo que guardar o mundo em mim"