segunda-feira, 28 de junho de 2010

Mais que solidão




Hoje acordei no meio da noite assustada com um pesadelo. Sonhei que morria e passei o resto da noite olhando o teto, assustada com essa possibilidade. O que me deu medo, não foi a morte em si, mas a idéia de imaginar que chegaria ao final sem ter realizado metade das coisas que um dia sonhei pra mim. Refleti que já perdi muito tempo pensando em bobagens e me atendo a fatos de pequena importância. Lembrei de como fui egoísta me preocupando só comigo e cheguei a conclusão de que estamos todos interpretando os fatos da maneira errada. O mais importante não é ser amado, é amar. Amor incondicional e de coração. Daqueles que doem só de imaginar a perda. Amor de irmão, de amigo e de companheiro. Amor sem câmbio. Dar, sem pensar em receber. Vivemos tanto tempo em busca do melhor do outro que nos esquecemos de oferecer também o nosso melhor. Brigamos por incompatibilidade de gênios e nem pensamos em ceder só um pouquinho. Guardamos raiva e não nos damos conta de que aquilo só faz mal a nós mesmos. Gritamos alto, falamos mal, olhamos feio, sorrimos falso e seguimos a vida achando que o amanhã sempre vai existir. Não quero deixar casos abertos. Não me agrada ser lembrada por palavras que magoam. Quero ser lembrada por sorrisos largos, palavras doces e gestos nobres. Quero poder acordar, em meio a um pesadelo, e achar que tudo não passa de uma grande bobagem, poder novamente deitar e dormir sem pesar o meu travesseiro. E ter tempo de sarar feridas, pedir perdão, falar de amor, para ser mais que toda essa solidão.

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