domingo, 4 de outubro de 2009

Essa morte constante das coisas é o que mais dói


Tem dias em que voltar para casa é a decisão mais difícil a tomar. É aquela dose de realidade que nem sempre estamos dispostos a enxergar. O silêncio que tantas vezes aflige e a solidão que machuca de uma maneira tal que não sabemos onde e nem como sarar. A saudade aperta mais forte e nos deixa como que sufocados em nós mesmos, como um afogado que após lutar contra o inevitável, se entrega à correnteza das águas. Não tem para onde correr. Não tem como deixar de pensar. Incomoda e enlouquece. Tem dias em que não adianta fechar os olhos para tentar esquecer. As lembranças vagueiam e descortinam o teatro da vida. E já não adianta sorrir para tirar a atenção dos olhos que marejam. Tem dias em que precisamos ser tristes e viver intensamente a nossa dor. Para chegar ao fundo do poço e perceber que não é o fim do mundo e que uma hora tudo isso passa. Porque a vida é construída de renascimentos. Hoje eu posso dizer que estou um tanto morta, com o coração pequeno e as lágrimas prestes a cair, mas a certeza de que em breve vou renascer conforta a minha alma.

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