sábado, 15 de agosto de 2009

A carta


Estou escrevendo esta carta meio aos prantos
Ando meio pelos cantos
Pois não encontrei coragem
De encarar o teu olhar
Está fazendo algum tempo que uma coisa aqui por dentro
Despertou e,é tão forte que eu não pude contar.

Quando você ler eu vou estar bem longe
Não me julgue tão covarde
Só não quis te ver chorar.
Perdão amiga são coisas que acontecem
Dê um beijo nos meninos pois eu não vou mais voltar.

Como eu poderia dar a ela esta carta
Como eu vou deixar
Pra sempre aquela casa
Se eu já sou feliz
Se eu já tenho amor
Se eu já vivo em paz
E por isso decidi
Que vou ficar com ela
A minha passagem por favor cancela
Vá sozinha eu não vou mais.

Quando cheguei no portão da minha casa
Como se eu tivesse asas
Me senti igual criança
Deu vontade de voar
Quase entrei pela janela
Minha esposa ali tão bela
Dei um forte e um longo abraço
E comecei a chorar

E com as lagrimas as palavras vinham
E rolavam como pedras
E ela só a me escutar
Ao enxugar minhas lágrimas com um beijo
Revelou que já sabia,
mas iria me perdoar.

Eduardo Costa

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